terça-feira, 6 de novembro de 2012

Rita Lee subiu ao palco por volta das 17h50 e mostrou porque é uma das artistas mais polêmicas do rock brasileiro. Depois de cantar “Lança perfume”, a cantora ficou de costas para o público, baixou as calças e fez bundalelê para o delírio da plateia, que gritou “Rita, eu te amo”.
Quase ao final do show, depois de cantar músicas como Vírus do Amor, Saúde, As loucas, Reza, Doce vampiro e Ovelha negra, Rita ouviu os apelos do público e se pôs a falar do Mensalão. “Joaquim Barbosa poderia ser o presidente da República. Eu adoro o Brasil, a gente é um país muito louco, que é grande, mas é uma aldeia. Saí da toca só por causa de Brasília e do Green Move Festival. Nada melhor que um festival grátis, festiva l bacana.”

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Quando o assunto é polêmica Rita Lee não deixa a desejar.

Rita Lee divulga imagem polêmica Divulgação/Twitter
Da Redação entretenimento@band.com.br Rita Lee brinca que foi sequestrada em foto Quando o assunto é polêmica Rita Lee não deixa a desejar. Prova disso é que a cantora postou em sua página no Twitter, nesta quinta-feira, dia 17, uma foto em que aparece descabelada, fumando e segurando um jornal. "Artista sequestrada", escreveu a roqueira na legenda da imagem. Diagnosticada recentemente com bipolaridade, Rita Lee declarou que o microblog tem servido como uma espécie de terapia em seu tratamento. Segundo o marido da artista, o músico Roberto de Carvalho, o transtorno pode ter levado a artista a insultar policiais de Aracaju (SE), que revistavam o público que curtia seu show no início do ano.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Aposentada dos palcos, Rita Lee está de volta com o disco Reza "Produzida pelo marido Roberto de Carvalho há mais de 30 anos, a ex-mutante Rita Lee está de volta ao disco com a inconfundível ironia – e, também, diversão – de sua música. Aos 64 anos, no entanto, ela se aposentou dos palcos e mostra-se adepta de “macumbinhas caseiras para sair do buraco”. “Já fui mutante, hoje sou meditante, uma ateia iconoclasta”, justifica Rita, que classifica as 14 faixas inéditas de Reza de orações: “Cristãs, pagãs, porra-loucas, nirvânicas, retruturistas”. Gravado no estúdio caseiro da artista, o 18º álbum solo de Rita Lee tem a faixa-título na trilha da novela Avenida Brasil, da Rede Globo, com direito a “clipe bem lisérgico”, exibido no Fantástico de domingo passado. Em tempos de crise generalizada da indústria fonográfica, reconhece Rita, “novela é a melhor vitrine musical”. Já na primeira oração (Pistis Sophia, dedicada a Nossa Senhora Aparecida), Rita mostra a que veio em um crescente que vai da prece à padroeira do Brasil ao bom e velho rock’n’roll, passando pela house disco e temas pop-jazzy-bossa. Rita faz parcerias com Roberto de Carvalho em Tô um lixo, Divagando, Vidinha, As loucas, Paradise Brasil, Rapaz, Tutti fuditti, Gororoba e Pow, além da faixa-título, cujos versos – “Deus me proteja/ Da sua inveja... “ – já conquistaram fãs graças a Cadinho, o personagem mulherengo de Alexandre Borges na novela. Sozinha, Rita assina ainda Bixo grilo, Bagdá e Bamboogiewoogie. Desde Balacobaco, de 2003, a rainha do rock brasileiro não lançava disco de inéditas. Confira, a seguir, trechos da entrevista de Rita Lee via e-mail. Além da música-título e da que abre o disco, também a capa sugere algo místico. Como você lida com a fé e a religião? Tenho épocas de “entrar no buraco” e me cercar só de macumbinhas caseiras, orações, livros esquisitos, flores, bichos, incensos, ervas, santos, divindades. Já fui mutante, hoje sou meditante, uma ateia iconoclasta Em tempos de crise na indústria fonográfica, há quem garanta que um disco sem música em trilha de telenovela não sobrevive. Concorda com a tese? Novela é a melhor vitrine musical Qual é a sua expectativa em relação ao disco, que, por sinal, já chegou às lojas? Já faz um bom tempo na minha vida que procuro não ter expectativas em relação a nada nem a ninguém. Esperar que as coisas aconteçam como você idealizou é furada na certa, convite à frustração. Como sobreviver a uma parceria sem crise de 35 anos com Roberto de Carvalho? Parceria musical e amorosa, diga-se de passagem. Difícil explicar quando me perguntam a receita do bolo. Primeiro que não é bolo, tem a ver com sorte. Sabe quando você acerta na Mega-sena? Por aí. O Roberto, sem dúvida, acabou dando nova identidade à sua música. Qual seria a principal contribuição de marido nesse sentido? Não basta ser lindo, tem que ser Roberto. Ele é responsável por 70% do trabalho, além de compor e tocar praticamente todos os instrumentos. Roberto pré-mixa todas as músicas e desta vez ainda fez as fotografias da capa/contracapa/divulgação e o mais importante: ele diz que eu canto direitinho As presenças do filho Beto Lee e do Igor Cavallera também reforçam a força do rock’n’roll no disco, não é mesmo? Sem dúvida, dois representantes da mais alta graxa roqueira! Desistiu dos shows mesmo ou vai fazer como Nana Caymmi, que, na sua trilha, anunciou aposentadoria, mas continua viajando o país? Nana, com sua voz de veludo, não pode parar nunca. Quanto a mim, estou tão bem que diga ao povo que fico. Em casa.
O último show da cantora Rita Lee ainda está rendendo polêmicas. Dezesseis policiais militares do estado de Sergipe entraram com uma ação indenizatória na Justiça acusando a cantora de danos morais. O representando do grupo, o advogado Plínio Karlo, afirmou que entrou com ações individuais na Justiça, pedindo, para cada policial, uma indenização no valor de R$ 24.880 mil. Em entrevista ao Fantástico do domingo passado, a cantora afirmou que foi diagnosticada com bipolaridade, o que, segundo ela, explicaria em parte o episódio no show, em que ela xingou os policiais do evento. O advogado dos PMs afirmou que o dignóstico não prrejudica a ação na Justiça. Em dos momentos do show, se dirigindo aos PMs, a cantora gritou: "Seus cachorros! Coitados dos cachorros. Cafajestes! Vocês estão fazendo de propósito. Eu sou do tempo da ditadura, se pensa que eu tenho medo, p..! Venha aqui! Eu sou mulher. Mulher, queridos!" A primeira audiência conciliatória do caso está marcada para o dia 18 deste mês. Os processos irão tramitar nas 1ª, 3ª, 5ª e 8ª Varas Cíveis de Aracaju. Mais - O Ministério Público Estadual de Sergipe enviou uma proposta de acordo para a cantora, que tem um prazo de dez dias para aceitar ou não a proposta. O acordo prevê prestação de serviços comunitários por três meses e doação do cachê, de R$ 115 mil, para o Fundo Municipal para Criança e Adolescente do município da Barra dos Coqueiros. O acordo, porém, não anula o processo civil dos dezesseis policiais militares. Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

terça-feira, 8 de maio de 2012

Rita Lee volta com tudo e espanta todos os males

Passados nove anos sem lançar um disco de inéditas, Rita Lee quebra o jejum com “Reza”, uma autobiografia de 14 faixas cínicas e sinceras, à altura de sua experiência de 47 anos de rock ‘n’ roll. No trabalho, o misticismo, a psicodelia, o tropicalismo, a ironia e o transcendentalismo se misturam e se confundem nos acordes de guitarra e nas batidas eletrônicas. Sem dúvida, é um álbum que deve agradar tanto aos velhos como aos novos fãs. Para captá-los, até a Globo ajudou: a faixa-título faz parte da trilha sonora da novela “Avenida Brasil”. Os créditos, contudo, não devem ser dados apenas a Rita. “Reza” é fruto de mais uma parceria com o marido Roberto de Carvalho, responsável pela produção, pelos instrumentos e ainda pelas fotografias do álbum. “Dá uma baita segurança saber que o Bob pilota a nave. O que um pensa, o outro faz. Quando um não quer, dois brigam”, conta a cantora. “A sonoridade chique em cada uma das faixas se deve às orquestrações do maestro do bom gosto e meu namorado há 35 anos”, completa. Além da faixa-título, um forte candidato a hit é “Paradise Brasil”. Cantada na maior parte em inglês, a música é uma sátira confessa ao país e, ao mesmo tempo, poderia ser uma dessas febres que tocam no mundo todo. Não importa a idade (64 ou 67 anos?), Rita Lee sempre será uma letrista inconfundível e excelente. Exemplos disso não faltam no novo trabalho. “Faço terapia, malho todo dia, pratico yoga, não uso mais droga, ô vidinha de merda”, canta em “Vidinha”, uma autoironia descarada. Com onomatopeias, palavras sem nexo, neologismos, inglês, espanhol, italiano e um pouco de português, o disco mostra que a cantora ainda tem muito a ensinar para as novas gerações do rock. Resta agora saber se ela seguirá a promessa de parar com os shows, após a polêmica despedida, em janeiro, ou se vai fará uma turnê de “Reza” , que deveria ser feita, no mínimo, para propagar a genialidade do trabalho. Publicado no jornal Destak em 07/05/2012.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Depois de 9 anos, Rita Lee está de volta com projeto de inéditas. Produzido por Roberto de Carvalho, o álbum traz 14 faixas, sendo 10 delas fruto da parceria de sucesso de Rita e Roberto, que já dura 35 anos. O primeiro single (Reza) título do CD entrou com força total nas FMs de todo Brasil e faz parte da trilha da novela Avenida Brasil. Rita, que declarou recentemente estar se aposentando dos palcos, fala de amor, de terapias, de mau olhado, das mazelas dos tempos modernos, sempre pela lente especial da artista. “Reza” é um disco pop, repleto de sucessos em potencial, como “Tô um lixo”, “Vidinha”, “Rapaz” e “Pistis Sophia”, entre outras. Faixas do CD: 1. Pistis Sophia 2. Reza 3. Tô Um Lixo 4. Divagando 5. Vidinha 6. As Loucas 7. Bixo Grilo 8. Paradise Brasil 9. Rapaz 10. Bagdá 11. Tutti-Fuditti 12. Gororoba 13. Bamboogiewoogie 14. Pow

terça-feira, 20 de março de 2012

Rita Lee atinge primeiro lugar com nova música


"Reza", do disco de mesmo nome que será lançado em abril, é a canção mais vendida do iTunes na categoria MPB

Rita Lee, que lançou sua nova música, "Reza", no iTunes, atingiu o primeiro lugar entre as mais vendidas na categoria MPB na quinta-feira (15).

"Reza" também está entre entre as mais vendidas de todo o iTunes Brasil. Ela aparece em nono lugar, na frente de sucessos como "Moves Like Jagger", do Maroon 5, e Set Fire To The Rain", de Adele.

A música, de Rita e marido e do parceiro Roberto de Carvalho, estará no CD que também tem o nome de "Reza", que tem previsão de lançamento para o dia 13 de abril.

CD RITA LEE - SANTA RITA DE SAMPA (1997)
UNIVERSAL MUSIC
Santa Rita de Sampa



Em primeiro lugar, deve-se parabenizá-la pelo acabamento do disco: fino e de incontestável bom gosto. As fotos, em preto, branco e tons de rosa, estão belíssimas! O surrealismo de alguns takes produzem agradável contraste com a aparente sobriedade. Entretanto, o que salta à vista, no encarte, é o fato de Mrs. Lee e de Mr. Carvalho haverem bebido das águas da fonte da enterna juventude — são eles os verdadeiros homem e mulher vinho!



Mas Santa Rita de Sampa não é apenas mera composição de detalhes. É um todo: coeso e vibrante.

"Normal em Curitiba" é um clássico antes de sê-lo. Foi a música que mais ouvi e, ao acionar o CD, é aquela que mais aguardo (quando não vou diretamente a ela). Rita Lee é a nossa melhor compositora de rocks básicos e fortes. Não se vê nada parecido na sua geração, e nem nas seguintes. E quanto ao título? A que se refere? É certo afirmar que faz alusão aos eternos "anormais" curitibanos (leia-se Dalton Trevisan, Wilson Martins e Paulo Leminski)?

"O Que Você Quer" me fez lembrar de "Gente", de Raul Seixas; afinal "gente nasceu pra querer". Rita, no entanto, fez do querer algo mais bonito e mais elaborado. Raul compôs uma música menor, onde inseriu — apenas uma — de suas observações geniais. Rita Lee desdobrou a coisa e fê-la mais rica, visto que mostrou-a de várias maneiras: "Bêbado, você quer / Em perigo, você quer... No inferno, ainda quer... Velho, você continua querendo." Fora que a batida do violão faz do conjunto, letra e música, um convite ao irresistível; carrega aquele gosto de liberdade hippie, da histórica "Perto do Fogo".

A participação de Guinga em "Tum Tum" é um must. Madame Lee, sabiamente, escreveu versos que completam e que ressoam na música, sem ter de dizer necessariamente alguma coisa. Abriu espaço para o mestre e seu violão de veludo, ressaltando a melodia que é de uma doçura quase lúdica.

"Homem Vinho" é um poema; composto em uma de suas fases de maior inspiração: "Homem vinho / O tempo te lapida... Tua fina estampa / De Sampa o mais completo tradutor... Sangue de bamba / Pano pra manga... Carma de mestre / Cabra da peste... Leitmotiv como ninguém." Sem (ou por) querer, Rita fala também de si mesma.

"Santa Rita de Sampa" — a música — é a cara da autora; e não é. É como ver Villalobos e Pelé, falando de si mesmos na terceira pessoa do singular. Dos malucos sois, ó Rita, realmente, a beleza. Pelo que percebi, não participas do coro de admiradores da Paglia — interessante como fenômeno; nem tanto pelo que diz. "Desvairada da Paulicéia" (na letra) alude a Mário de Andrade, antecipando toda essa história de cartas reveladoras — que o trouxe de volta à ribalta. Já o instrumental, entre pesado e baladeiro, segue em equilíbrio — harmonioso, e inatingível para os não veteranos do Rock.

"Fruta Madura" canta o amor soberano, que a tudo supera e que para o além atravessa. É a lição dos Lee de Carvalho em tão difícil matéria: relacionamento humano. Tem também o seu quê de clássico ritalístico; bem ao estilo do memorável álbum "Lança Perfume".

"Obrigado Não" é a voz da experiência falando; é a reflexão sobre o que foi e o que será do/no Brasil. E é, por que não dizer, uma tremenda de uma festa. Energia bruta, sinceridade mordaz.

"Longe Daqui, Aqui Mesmo" traz o frescor dos dias de sol e de céu azulzinho. Tem em si a leveza e o colorido das coisas naturais; faz apologia à insuperável interação homem/natureza, muito antes da tecnologia, do urbanismo, da modernidade e da artificialidade — e muito depois também. A percursão e o "autoharp" dão-lhe o tom e o brilho. Parece ser, de algum modo, aparentada de "Pega Rapaz".

"Ando Jururu" é, da mesma maneira que "Homem Vinho", uma homenagem ao contrário: a homenageada de outrora rende homenagem àqueles que a homenagearam naquele então. Assim como "Homem Vinho" se refere a Caetano, que se refere a Rita em "Sampa", "Ando Jururu" remete ao rock dos Raimundos, que remete à rebeldia explosiva e descabida dos legendários Mutantes. A letra prega a simplicidade despojada, punk — que aposta no lema do it yourself, e não em background ou know-how. Existe algo mais verdadeiro, no cerne do Rock’n’roll, do que "shoobeedodaudau"?

"Jardim de Allah" é mais um jogo de palavras do que uma música, convencionalmente falando. Volta a impagável Rita de "Se o rosto da Elisabeth Arden, o que é que a Helena Rubenstein a ver com isso?" Descubra por si só o duplo sentido (às vezes não tão evidente) de: "Dízimo com quem andas / E eu te direi quem és", "A César o que é de Deus / Adeus mundo cruel", "Mata Hare Krishma espionando / Testemunhas de Yemanjá", "Haja Guerra Santa para tanta paz" e por aí vai... E o refrão? Alude à castradora Bobbit? ("Dalila cortou os cabelos do pau de Sansão.")

De "Dona Doida" é difícil separar o caráter televisivo, global, até porque Dona Rita flertou (e continua flertando) com o gênero melhor do que ninguém. Seus temas de novela, à diferença do que geralmente acontece, não se esgotam com o fim da trama. Permanecem atuais, modernos. O embalo circense e a mneumônica de "sete e sete são cartoze, com mais sete vinte e um" estão impregnados de infância e dos tempos de colégio.

"Menino de Braçanã" começa e segue com a habílissima levada de Roberto de Carvalho. Reside aí a inventividade da dupla: Roberto dosa as cordas de acordo com a necessidade de Rita, e Rita, por sua vez, espalha a voz conforme lhe permite a viola de Roberto. É inegável o clima de adeus, que permeia a canção "É tarde, já vou indo... Se eu demoro, mamãezinha tá a me esperar..." A isto sobrepõe-se a imagem da moça ingênua (nostalgia de Rita, que nunca o foi e) que, partindo, diz: "Tá doido moço, num faço isso não... ando com Jesus Cristo no meu coração."

Quem carrega consigo tais doses de fertilidade e de vitalidade não teme mesmo a escuridão.

Bendita Rita, um brinde à vossa luz!

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Rita Lee, sempre uma inspiração
Ela beijou a mão do santo
Agradecida e juvenil
Pensou que bem podia
Ser presidenta do Brasil
Pra dar Panis Et Circenses
A essa gente tão gentil


Má ideia não seria
Pois artista não sobrou
Chico só quer bola
E Caetano caducou
Então vote em Rita Lee
Prum país mais rock and roll!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Jornal do Brasil
Anna Ramalho


Tem cineasta e roqueira no samba

Fernando Meirelles vai pisar, pela primeira vez, numa passarela do samba.

O cineasta, que assinou os sucessos "Cidade de Deus" e "Ensaio sobre a Cegueira", desfilará pela escola de samba paulistana Águia de Ouro, no Anhembi, no sábado de Carnaval.

A agremiação homenageia o movimento musical Tropicália, que tem entre seus expoentes Gilberto Gil e Caetano Veloso. Quem também vai reverenciar os cantores é a roqueira Rita Lee, que já confirmou presença num carro alegórico da escola.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Musical sobre Rita Lee é baseado em livro de ribeirão-pretano


Os mais de 50 anos da trajetória da cantora Rita Lee, desde a sua passagem pelos Mutantes até a sua bem-sucedida carreira solo, estão registrados no livro "Rita Lee Mora ao Lado", de Henrique Bartsch, obra que deve ser adaptada para o teatro ainda no segundo semestre. Pelo menos é o que garante o produtor carioca Márcio Macena.

Porém, ainda há muito a ser feito. Apesar de ter sido noticiado por vários jornais de circulação nacional, o musical ainda não tem verba e o roteiro sequer existe.
Henrique Bartsch era um músico conhecido em Ribeirão Preto, fundador do Grupo Nós, banda que conheceu o sucesso nos anos 1980. O artista faleceu no dia 2 de dezembro do ano passado, aos 60 anos, depois de uma parada cardíaca.

A direção será feita por Debora Dubois e a produção musical, que seria feita pelo próprio Henrique, passou para as mãos de Paulinho Moska. Macena revela que conversou com Henrique Bartsch durante três anos e só no final 2011, pouco antes da morte do músico/escritor, os dois acertaram "verbalmente" os detalhes.

"Me encontrei com Henrique no ano passado e decidimos começar. Infelizmente, logo em seguida ele faleceu e acabamos dando um tempo na produção", conta.

Mensagens

Bartsch lançou "Rita Lee Mora ao Lado" em 2006, depois de mais de três anos trocando e-mails com a cantora, segundo Caetano Bartsch, filho do músico. Foi dessa troca de mensagens virtuais que Henrique descobriu particularidades e curiosidades sobre Rita e resolveu registrar tudo no livro que tem como subtítulo "Uma biografia alucinada da Rainha do Rock".

Não foi fácil convencer a ruiva sobre a publicação da biografia. A artista, que divulgou a sua aposentadoria dos palcos, teria declarado que "biografia é coisa de quem já morreu", mas Henrique tratou de arrumar um jeito de convencê-la.

"Ele fugiu da didática e preferiu mesclar a história real com a ficção e ela achou o estilo inovador", conta Caetano Bartsch.
Henrique criou Bárbara Farniente, uma vizinha fictícia que serviu de artifício literário para narrar a biografia.

Montagem

Embora o musical já tenha data de estreia - final de outubro - a produção caminha a passos lentos. Sem dinheiro nem roteiro, Macena diz que ideias não faltam, mas ainda não tem nada definido.

"Ainda não buscamos recursos para a produção, mas acreditamos que não vai ser difícil conseguir", explica.
Ele afirma que o peso da obra de Rita Lee vai ajudar na captação de recursos.

"Temos clientes e parceiros antigos, vamos começar a buscar patrocínio com eles", completa.
Baseada na biografia escrita por Henrique Bartsch, a adaptação deve fazer um passeio sobre a história de Rita Lee, começando pela participação na banda Os Mutantes, na época da efervescência do Tropicalismo. A ficha técnica com os atores já está praticamente fechada, informa Macena.

Os atores convidados para compor o musical vão encarnar nomes de peso como Arnaldo Batista, Liminha, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nelson Motta, Gal Costa, entre outros.

O papel principal poderá ser interpretado pela atriz Mel Lisboa, que declarou à imprensa que está estudando canto e violão. Outra convidada é a atriz Daniele Valente, que fará o papel de Bárbara Farniente, a vizinha fictícia.

Homenagem

Para Caetano Bartsch, a adaptação é importante não só para a música nacional, mas principalmente para Ribeirão Preto.

"É o reconhecimento de um projeto grandioso, justamente por ter sido escrito por alguém de uma cidade ‘interiorana’. É uma forma de registrar a memória do meu pai", pontua.
Os direitos autorais da peça ainda não foram negociados, pois, de acordo com Caetano, se encontram sob a responsabilidade da agente de Henrique, que estaria fora do Brasil.
Mas o contrato entre Caetano e Maceno deve ser acertado em breve. A produção garante que, se tudo correr bem, a peça deve rodar o país e passar por Ribeirão.

Caetano considera a peça uma homenagem e espera que o roteiro seja fiel ao livro de seu pai.
"Segundo o produtor, o roteiro será o mais fiel possível e vai manter a visão inicial do livro", finaliza.

Rita Lee e a encaretação do Brasil


Estou apavorado com a reação dos internautas ao que aconteceu com Rita Lee em Aracaju. A maioria dos comentários que leio por aí são veementemente contrários à cantora. Rita é chamada de criminosa e incitadora à desordem pública, e comparada até mesmo a assassinos e pedófilos. Menos, né, gente?

Para alguém com tantos anos de estrada como eu, este é só mais um sinal de como nosso país encaretou nos últimos anos. A cultura brasileira se tornou mais conservadora, mais tradicional, muito menos transgressora.

Quando foi que isto começou? Em meados dos anos 90, com a ascensão de Sandy e Junior? A dupla mirim pregava abertamente as virtudes da castidade. Hoje adulta e casada, Sandy não consegue se livrar da imagem de santinha. Qualquer declaração sua é imediatamente "trollada" na blogosfera.

Sandy e Junior são apenas um sintoma, claro. Podemos apontar várias causas para esta virada conservadora: o crescimento da classe C, a partir do plano Real; a ascensão das igrejas evangélicas; uma reação natural à "libertinagem" dos anos 60 e 70; a disseminação da AIDS, e assim por diante.

Muitas pesquisas comprovam que o jovem brasileiro de hoje é mesmo mais conservador que o de algumas décadas atrás. Poucos pensam em estilos alternativos de vida: a maioria quer ganhar dinheiro logo, se casar e ter 2.3 filhos, como nos comerciais de margarina.

Essa garotada não viveu sob a ditadura militar, então não sabe o que é repressão para valer. Além do mais, a internet permite que neguinho dê vazão a seus instintos autoritários numa boa, protegido pela rapidez e pelo anonimato.

Ao meu ver, Rita Lee encerrou com chave de ouro sua carreira nos palcos. Sua reação à ação dos policiais que achacavam o público de seu show em Aracaju foi emocional e exagerada, sim, mas totalmente coerente com sua trajetória. Rita teve inúmeros precalços com a polícia ao longo da carreira e é natural que sinta "paranoia", como ela mesma disse, ao ver tanta polícia misturada à sua plateia.

Não, não acho que só pelo fato de ser artista ela tenha o direito de dizer qualquer coisa. A lei vale para todos. Mas também acho a reação da polícia sergipana foi absurdamente desproporcional: pelo que contou Roberto de Carvalho em seu perfil no Facebook (que é liberado para todo mundo), ele e Rita foram praticamente sequestrados à saída do show, num ato claro de intimidação. Parece que até o Estatuto do Idoso foi violado (Rita tem 67 anos).

Mas para mim o mais apavorante nem é a reação truculenta da polícia. É o coro de apoio que ela vem recebendo na internet, como se Rita Lee fosse membro da al-Qaeda ou coisa que o valha. Não é, gente: é uma roqueira das antigas, que mantém o espírito libertário e desafiador, não uma cantorazinha pré-fabricada e sem ideias na cabeça.

Mas muitas pessoas não entendem assim. Tenho medo, muito medo deste Brasil caretão que está surgindo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

“Aposento-me de shows, da música nunca”


Publicado em: 25/01/2012 12:42:45
Rita Lee deve fazer último show da carreira no Verão Sergipe


“Aposento-me de shows, da música nunca”. Foi com essas palavras que a rainha do rock nacional, Rita Lee, declarou em seu Twitter que não deverá mais subir aos palcos. Mas, para os fãs de carteirinha, na agenda oficial da cantora ainda resta uma data: 28 de Janeiro, Atalaia Nova, durante o Verão Sergipe 2012. Ao som de clássicos como ‘Doce Vampiro’, ‘Vírus do Amor’, ‘Banho de espuma’, dentre tantos outros, Rita Lee promete presentear o público do Verão Sergipe com um grande show, que certamente ficará marcado na história do rock nacional.

A cantora anunciou pela primeira vez a despedida dos palcos no último dia 21, durante show no Rio de Janeiro. Rita Lee confirmou a informação no Twitter e garantiu aos fãs: “Aposentar dos palcos não significa parar de cantar, au contraire, vou ser rato de estúdio, tenho material para gravar mais cinco discos de inéditas”. Aos 67 anos, a rainha do rock disse, no dia seguinte ao show que fez no Rio, que um dos motivos de sua aposentadoria seria a sua “fragilidade física”.

Frágil ou não, a simpatia e a irreverência de Rita Lee é o que não vai faltar neste que deve ser o seu último show de sua carreira para um grande público. Assim que aportar na praia de Atalaia Nova, a rainha do rock irá levar sergipanos e turistas ao delírio com hits como ‘Ovelha Negra’, ‘Agora Só Falta Você’, ‘Mania de Você’, e muito mais.